Em 1994, a Escola de Samba Estação
Primeira de Mangueira levou, à Sapucaí, um enredo sobre Caetano Veloso,
Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. Na voz do saudoso cantor Jamelão, o
samba-enredo começava assim: “Me leva que
eu vou/ Sonho meu/ Atrás da verde e rosa/ Só não vai quem já morreu...” [1].
Por que só não vai quem já morreu? O que impede aqueles que desencarnaram de
irem atrás da verde e rosa ou de qualquer outra escola de samba? Por que não
poderiam ir “pular o Carnaval” nos blocos, nas festas de rua ou nos clubes e
salões? Porque não possuem, mais, um corpo físico? Ora, isso não é problema.
Não foi Jesus quem disse que “onde está o
teu tesouro, aí estará também o teu coração”? (Mt 6.21). Vale pra isso
também. Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, estudando as recordações das
existências corpóreas, diz que aos Espíritos vulgares (comuns, que não se
destacam), são os que mais sentem satisfação em estarem no planeta Terra, entre
os encarnados. Segundo ele, esses Espíritos
Conservam quase que as mesmas ideias,
os mesmos gostos e as mesmas inclinações que tinham quando revestidos do
invólucro corpóreo. Metem-se em nossas
reuniões, negócios, divertimentos, nos quais tomam parte mais ou menos ativa,
segundo os caracteres. Não podendo
satisfazer às suas paixões, gozam na companhia dos que a elas se entregam e os
excitam a cultivá-las. [2]
Percebemos, então, que a morte não
transforma a maneira de ser e de pensar de ninguém. Despertamos, no Mundo
Espiritual, conforme vivemos aqui, com os mesmos gostos, as mesmas tendências e
inclinações, as mesmas virtudes e defeitos. Seremos lá o que somos aqui. Dessa
forma, aqueles de nós que, muito ligados, mental e emocionalmente, à vida
material, aos seus prazeres e gozos, permaneceremos vinculados a ela, sem um
corpo físico, intrometendo-nos nas atividades com as quais nos identificamos.
Todos de nós que mantivermos, enquanto encarnados, nosso gosto pelas bebidas
alcoólicas, pelo cigarro de tabaco ou de maconha, pela cocaína ou pelo crack, por
calmantes ou estimulantes – também drogas – prescritos por médicos, sentiremos,
quando desencarnados, necessidade dessas substâncias. Mas a dependência ou o
vício não são, apenas, de natureza química. Se, enquanto encarnados, formos
viciados em sexo, fofoqueiros, rancorosos, levaremos esses defeitos para o
Mundo Espiritual. Em razão disso, porque muito ligados, ainda, à vida física,
buscaremos a companhia dos encarnados que se entregam a todas essas práticas e,
provavelmente, por ligação mental, vamos estimulá-los a que se entreguem, ainda
mais, a realizarem aquilo que gostamos. Assim, aqueles Espíritos que, enquanto
encarnados, gostavam do Carnaval e tudo relacionado à festa – o que
procuraremos comentar ao longo desse estudo – buscarão a companhia dos
encarnados que são como eles.
Buscando o significado da palavra
“Carnaval” num dicionário de etimologia (que estuda a origem e a evolução das
palavras) lemos que ela vem do latim clássico carnem levare ou carnis
levale, que significa na tradução literal “abstenção da carne”. Levale significaria “tirar”, “levar” ou
“afastar”. Alguns estudiosos do assunto diriam que o segundo elemento da
palavra seria formado, na realidade, pela palavra vale, que significa “adeus”, formando o significado de “adeus à
carne”[3]. A
explicação estaria relacionada ao fato de que o Carnaval é comemorado no
período que antecede à quaresma pascoal, quando se deveria praticar a abstenção
de carne, prática ligada aos rituais da Igreja Católica.
O
Espírito Bezerra de Menezes, no livro “Nas fronteiras da Loucura”, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, fala
em “carne nada vale”, “cuja primeira
sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval”[4].
Refere-se à postura daqueles que, participando dos abusos que são possíveis na
festa, não respeitam o próprio corpo físico, instrumento precioso de
realizações e crescimento espiritual.
A
historiadora Rachel Soihet, num artigo publicado na Revista Tempo (do
Departamento de História da UFF), analisa alguns estudos das ciências humanas
sobre o Carnaval. O primeiro que ela aborda é o de Julio Caro Baroja. Para ele,
a festa não teria uma origem pagã, ainda que, nele, permanecessem incluídas
várias festas com essa origem e que também aí se destacassem os “valores pagãos
da vida”, contrastando com o período de exaltação do sofrimento e do luto da
quaresma. Entende que o Carnaval seria “filho dileto do cristianismo”, uma vez
que a forma com que se apresenta desde a Idade Média europeia está ligada à
ideia de quaresma. Para ele, “a alegria e
os excessos do carnaval só tem sentido como catarse preparatória para justificar
a entrada na quaresma”[5].
Assim,
a
razão de tudo isso estaria numa busca do equilíbrio social, baseando-se num ou
mais períodos de desequilíbrio aparente, durante os quais a sociedade se
precipita de um extremo ao outro. Tese conservadora do carnaval como força
estabilizadora, destinada à manutenção da ordem (...).[6]
Mikhail Bakhtin, filósofo e pensador
russo, pelo contrário,
remonta
ao paganismo para explicar as origens desta festa, considerando-a inserida na
cultura popular de vários milênios; para ele, é nítida a identificação do
carnaval com as saturnais romanas, cujas tradições permaneceram vivas no
carnaval da Idade Média. [7]
Além disso, o autor diz que as festas
religiosas na Idade Média possuíam um aspecto cômico, popular e público. Mesmo “as cerimônias e os ritos civis da vida
cotidiana eram acompanhados pelo riso, quando os bufões e os “bobos” assistiam
às funções do cerimonial sério e parodiavam seus atos” [8].
Criavam uma espécie de segundo mundo e uma segunda vida ao lado do mundo
oficial, com seu tom sério. Esse filósofo tenta estabelecer uma relação desses
fatos com um passado mais remoto. Segundo ele, nas etapas mais primitivas da
história humana, quando não havia classes sociais nem Estado,
ocorria
plena igualdade entre os aspectos sérios e cômicos da divindade, do mundo e do
homem. Ambos eram sagrados e oficiais. (...) Com o regime de classes e do
Estado, não há como manter direitos iguais para ambos os aspectos; modifica-se
o sentido das formas cômicas, que adquirem um caráter não-oficial,
transformando-se em formas fundamentais de expressão da sensação popular do
mundo, da cultura popular. [9]
Para ele, as festas oficiais,
comandadas pelos donos do poder, serviam para reforçar e sancionar o regime em
vigor. As diferenças da hierarquia eram destacadas intencionalmente, sendo a
finalidade delas a consagração da desigualdade. “O carnaval, por outro lado, era sinônimo de liberação e abolição de
hierarquias, privilégios, regras e tabus”[10].
No ano de 1939, Chico Xavier recebeu
duas mensagens sobre o Carnaval. A primeira delas pelo Espírito Humberto de
Campos, em Março, que foi publicada no livro “Novas Mensagens”, editado pela
FEB. A outra, em Julho de 1939, pelo Espírito Emmanuel. Nas duas mensagens os
autores espirituais lastimam que os governantes apoiem a realização da festa.
Não por acaso. Na década de 1930, o Carnaval foi institucionalizado pelo
governo de Getúlio Vargas e o samba passou a simbolizar a música nacional. O
governante queria pegar carona na popularidade do ritmo musical que, também,
fortaleceu-se durante o período.
Descrevendo o panorama espiritual da
cidade do Rio de Janeiro durante o período do Carnaval, Manoel Philomeno de
Miranda fala-nos em “densas nuvens
psíquicas de baixo teor vibratório que encobriam a cidade”[11]. Segundo
ele,
as
mentes, em torpe comércio de interesses subalternos, haviam produzido uma
psicosfera pestilenta, na qual se nutriam vibriões psíquicos, formas-pensamento
de mistura com entidades perversas,
viciadas e dependentes, em espetáculo pandemônico, deprimente.[12]
Formas-pensamento são criações mentais.
Quando pensamos, nossos pensamentos criam formas que são mais ou menos
duráveis, conforme o nosso empenho em alimentá-las, ou seja, ficarmos pensando
direto, durante muito tempo naquilo. Vibriões psíquicos são semelhantes a
micróbios físicos e resultam da viciação mental e/ou emocional da consciência,
em atitudes ou pensamentos desequilibrados. Essas nuvens psíquicas descritas
pelo Espírito são o resultado dos pensamentos viciosos dos encarnados somados
ao dos desencarnados que lhes compartiam a experiência no Carnaval. Manoel
Philomeno de Miranda diz-nos que “as duas
populações – a física e a espiritual, em perfeita sintonia – misturavam-se,
sustentando-se”[13]. Lembram-se
do que falou Kardec? Os Espíritos ligados à vida material, apegados aos seus
prazeres, sentem falta deles e procuram encarnados que possuam as mesmas
tendências e os mesmos gostos que eles para incitá-los a buscar os prazeres que
sentem falta.
O
ambiente espiritual era tão ruim e a quantidade de desencarnados participando
da festa era tão grande que Manoel Philomeno de Miranda assim descreve:
A
multidão de desencarnados, que se
misturava à mole humana em excitação dos sentidos físicos, dominava a paisagem
sombria das avenidas, ruas e praças feericamente iluminadas, mas cujas luzes
não venciam a psicosfera carregada de vibrações de baixo teor. Parecia que as
milhares de lâmpadas coloridas apenas bruxuleavam na noite, como ocorre quando
desabam fortes tempestades.
Os
grupos de mascarados eram acolitados por frenéticas massa de seres espirituais
voluptuosos, que se entregavam a desmandos e orgias lamentáveis, inconcebíveis
do ponto de vista terreno.
Outros,
compostos de verdugos que não disfarçavam as intenções, buscavam as vítimas em
potencial para alijá-las do equilíbrio, dando início a processos nefandos de
obsessões demoradas. [14]
O ambiente espiritual
era tão denso e tão pesado que o autor espiritual, para nos fazer entender o
que via, comparou-o a uma noite de chuva quando vemos, muito mal, as lâmpadas
dos postes. Para além dos Espíritos que, apegados aos prazeres da vida
material, buscavam os foliões para tentarem desfrutar, com eles, destes
prazeres, temos outros Espíritos que, mal intencionados, buscavam aproximar-se
das pessoas para prejudica-las, retirando-lhes o equilíbrio, a fim de darem
início a processos de natureza obsessiva. O desequilíbrio de um instante pode
comprometer-nos seriamente. Quantos cometem crimes porque não souberam
controlar-se? Quantos matam ou espancam porque não tiveram um pouco mais de
paciência? Nossas ações, por simples que nos possam parecer em dado momento,
podem gerar efeitos duradouros para nós e para nossas eventuais vítimas que não
nos perdoem.
Por que os Espíritos maus investem
contra nós? Allan Kardec, na pergunta 465 indaga aos Espíritos que colaboraram
na elaboração de “O Livro dos Espíritos”:
465.
Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
“Para
que sofrais como eles sofrem”.
a)
– E isso lhes diminui os sofrimentos?
“Não;
mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.”
b)
– De que natureza é o sofrimento que procuram infligir aos outros?
“Os
que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de estar afastada de Deus.”
466.
Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?
“Os Espíritos imperfeitos são instrumentos
próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem.
Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares
pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te
colocarmos no bom caminho. Desde que
sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os
Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo.
Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores
propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te
alimentarem no íntimo esse pendor. Mas, outros te cercarão, esforçando-se
por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te
deixa senhor dos teus atos.” [15]
Além disso, Manoel Philomeno de Miranda
fala-nos que muitos foliões que se vestem de forma grotesca e assustadora foram
obter inspiração para suas fantasias e máscaras
em visitas a regiões inferiores do
Além,
onde encontraram larga cópia de deformidades e fantasias do horror de que
padeciam os seus habitantes em punição redentora, a que se arrojavam
espontaneamente.
As incursões aos sítios de desespero e
loucura são muito comuns pelos homens que se vinculam aos ali residentes pelos
fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que colhem
e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo. [16]
Mais uma vez, onde está o nosso
tesouro, estará o nosso coração. Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”
estuda a “Emancipação da alma”. Pergunta, então, aos Espíritos nobres se,
durante o sono, a alma permanece repousando junto ao corpo físico, ao que eles
respondem que
Não,
o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o
prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança
pelo espaço e entra em relação mais
direta com os outros Espíritos. [17]
Assim, através do sono, pelos sonhos,
estamos em relação com os Espíritos com os quais simpatizamos, com os quais
temos afinidades. Quando somos bons e temos interesse real e compromisso
efetivo com nosso crescimento espiritual, quando dormimos, vamos encontrar-nos
com os Bons Espíritos, superiores a nós, que nos levam para reuniões onde
estudamos e, na medida de nossas possibilidades, ajudamos-lhes em algumas
atividades que desenvolvem. Por outro lado, se levamos a vida “na flauta”,
descompromissados com nosso próximo, vivendo egoisticamente apenas para nossos
prazeres e satisfações materiais, vamos, quando dormirmos, entrar em contato
com os Espíritos que tenham os mesmos gostos e os mesmos defeitos que nós.
Assim, se formos viciados em bebidas, drogas ou sexo, estaremos na companhia
daqueles Espíritos que alimentam os mesmos vícios.
Ainda sobre as fantasias, o autor
espiritual nos conta que alguns deles,
que
usam hoje imitações dos trajes antigos, são as próprias personagens que
retornam ao proscênio do mundo, falidos lamentavelmente, imitando com carinho e
paixão a situação que indignificaram quando a exerciam. Muitos nobres que
enlouqueceram na ociosidade, agora meditam em profundas frustrações que os
tornam insatisfeitos; monarcas que vulgarizaram a investidura com que mergulharam
no mundo para servir, repetem os textos do drama da vida, em situações
ridículas, amarfanhados; religiosos que corromperam os altos compromissos, ora
estão crucificados nos madeiros invisíveis dos problemas íntimos que os
amarguram; vencedores que se não venceram, neste momento revestem-se de não
esquecidas indumentárias, servindo de bufos para as multidões que os aplaudem e
criticam, que os invejam e perseguem com os seus preconceitos não menos
nefastos; burgueses frívolos que expiam sob duras injunções morais o tempo
perdido... [18]
Deus a ninguém esquece e seus
trabalhadores do Bem estão vigilantes enquanto, muitas vezes, nós não estamos.
Manoel Philomeno de Miranda conta-nos que os Bons Espíritos, interessados no
nosso progresso espiritual, montam postos de atendimento para encarnados e
desencarnados em necessidade nesses dias tumultuosos. Segundo ele, existe um
posto central, que fica localizado
em
praça arborizada, no coração da grande metrópole, com diversos subpostos
espalhados em pontos diferentes, estrategicamente mais próximos dos lugares
reservados aos grandes desfiles e às mais expressivas aglomerações de
carnavalescos. [19]
O local é o Campo de Santana, no Centro
da cidade e o posto tem a direção espiritual de Bezerra de Menezes. Assim, onde
haja aglomerações de foliões, estarão, a postos, os trabalhadores do bem no
outro plano da vida para socorrer-lhes. Muitos dos Espíritos que aí colaboravam
eram ligados a familiares que estavam, ainda, no corpo físico, interessados em
auxiliá-los, como também a todos os outros que precisassem. O autor espiritual
nos conta que muitos Espíritos, em estado lastimável, davam-se conta, durante o
calor da festa,
da
inutilidade dos caprichos que sustentava, chorando copiosamente, em
arrependimentos sinceros, inesperados. Cansados da busca fútil, despertavam
para outros valores, recebendo imediato auxílio, desde que, onde se encontram
as necessidades reais, logo surge o amparo próprio distendido em atitude
socorrista. [20]
Muitos
buscam a festa para que possam esquecer-se dos seus problemas e desafios que,
ao final, na quarta-feira de cinzas, estarão lá, esperando-os, da mesma maneira
e, talvez, até agravados pelas atitudes insanas que podem ser tomadas durante o
período. Encarnados e desencarnados, vinculados que estamos aos erros de muitas
encarnações, dos quais temos dificuldades de nos libertar, não sofreremos para
sempre. Bezerra de Menezes diz-nos que “saturados
pelo sofrimento e cansados das experiências inditosas, o homem, por fim,
regenerar-se-á ao influxo da própria dor, e buscará sôfrego fruir o amor que
lhe lenificará as íntimas inspirações da alma”.[21] Ou seja, nos cansaremos de fugir de nós
mesmos, dos nossos problemas, e, os encararemos com valor, com propósitos de
mudança de vida. A Doutrina Espírita ajuda-nos, enormemente nesse processo,
esclarecendo-nos que somos Espíritos imortais, vivendo uma experiência
temporária no corpo de carne. As dores e sofrimentos que eventualmente
encaremos são instrumentos de resgate de nossos erros do passado e ferramentas
de crescimento para a melhoria do nosso futuro. Não estamos sozinhos. Através
da prece, podemos estabelecer relações com os Bons Espíritos que vem ao nosso
socorro inspirar-nos bons pensamentos e boas resoluções, fortalecendo-nos para
as lutas do dia a dia. O exercício do bem fará com que atraiamos a companhia
desses Bons Espíritos, afastando-nos, por consequência, dos que nos querem o
mal.
No
período do Carnaval que se aproxima, que evitemos o tumulto da festa e
utilizemos o tempo disponível para descanso do corpo, bem como para estudos e
reflexões que possam alimentar a alma nossa alma de conhecimentos novos. Que
possamos orar para aqueles que, encarnados e desencarnados, estejam vinculados,
ainda, aos festejos. Assim, seremos úteis aos Bons Espíritos e os ajudaremos em
suas atividades nesse período tumultuoso que, um dia, o deixará de ser. Quando
espiritualizar-nos, quando deixarmos de lado o exagero da bebida, dos vícios de
qualquer natureza e equilibrarmos nossas emoções, todas as nossas celebrações e
festas terão outro caráter: o de uma alegria pura e sadia, o de uma
confraternização de almas que não desejam explorar-se, mutuamente, pelo
contrário, que se querem bem e que pretendem compartir a felicidade.
[1] Disponível em: https://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/atras-da-verde-e-rosa-so-nao-vai-quem-ja-morreu.html Último acesso em 18 de
Fevereiro de 2017.
[2]KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro:
FEB, p. 190. (comentário da pergunta 317). Grifos meus.
[3] Disponível em: http://www.dicionarioetimologico.com.br/carnaval/ Último acesso em 17 de
Fevereiro de 2017.
[4] FRANCO, Divaldo P. Nas Fronteiras da Loucura. Salvador:
LEAL, p. 69.
[5] SOIHET, Rachel. “Reflexões
sobre o carnaval na historiografia – algumas abordagens”. Disponível em: http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_livres/artg7-8.pdf Último acesso em 18 de
Fevereiro de 2017, p. 3.
[6] Idem.
[7] Idem, p. 5.
[8] Idem, p. 6.
[9] Idem.
[10] Idem, p. 7.
[11] FRANCO, Divaldo. Nas Fronteiras da Loucura, op. cit., p. 25.
[12] Idem, p. 26.
[13] Idem.
[14] Idem, p. 67.
[15] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, op. cit., p. 248.
Grifos meus.
[16] FRANCO, Divaldo. Nas Fronteiras da Loucura, op. cit., p.
68.
[17] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, op. cit., p. 221.
Pergunta 401. Grifos do autor.
[18] FRANCO, Divaldo. Nas Fronteiras da Loucura, op. cit., p.
149.
[19] Idem, p. 69.
[20] Idem, p. 127 e 128.
[21] Idem, p. 72.
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